Chegou até mim um comunicado do Grupo Radical Socialista (GRS), onde afirmam que tomaram como refém o vereador Vladimiro Silva. Parece assim que o seu afastamento da corrida à câmara se deve a acção de um grupo terrorista de esquerda, que exige um pequeno resgaste para a sua libertação. Infelizemente, o valor escrito no comunicado não é legível, daí que não consiga perceber bem qual é a quantia exigida, nem porque motivos foi executado o rapto. Se houver alguém corajoso no PS, que possa ajudar neste caso é favor contactar com o referido grupo. Na folha que me enviaram não deixaram contacto, mas estou convencido que não devem ser difíceis de encontrar.
O poeta ontem fez 80 anos. António Ramos Rosa nasceu em 1924, em Faro. Estudou no liceu local e no início dos anos 50, mudou-se para Lisboa. Foi um dos fundadores da revista Árvore, onde publicou poemas e ensaios literários. Vivia numa pensão com mais alguns amigos da revista e lá se aguentavam. Chegou a ter um emprego num escritório, mas não aguentou a rotina. Num belo dia de Sol saiu à rua e deixou-se seduzir pela luz solar. Sentiu que não podia trabalhar naquela rotina, naquele lugar longe da luz do dia. Foi lá passados uns dias dizer isso aos patrões. Que não podia voltar a trabalhar num sítio daqueles. E nunca mais trabalhou. Passou a vida a escrever poemas e dar explicações. Fez bem. Tomara muitos terem a mesma coragem. Sair num dia de Sol e nunca mais voltar ao escritório.